quarta-feira, 24 de julho de 2013

TRABALHO EM EQUIPE LEVA ACUSADOS DE LATROCÍNIO DE PM PRA CADEIA




Presos após operação de policiais militares e civis de Planaltina. Todos são acusados de participação na morte do sargento Sérgio ao disparar contra o policial para levar o veículo e a arma do policial, que morreu horas depois. Uma adolescente também apreendida foi levada a DCA. Dois deles ainda estão sendo procurados.
 

PLANALTINA - OPERAÇÃO POLICIAL PRENDE ACUSADOS DE LATROCÍNIO
 
CONTRA POLICIAL MILITAR E APREENDE ARMA
 
Repórter Policial - Ferreira Santos
Informação e imagens fotográficas - Jair Xavier - Gtop 34. 
 




O veículo Verona e a pistola calibre 380 usados no crime apreendidos pela Polícia.

Eles estavam determinados a cometerem um crime, roubar um carro era o objetivo do grupo criminoso, que tinha passado a noite em uma festa no Bairro Buritis III. O sol nem tinha nascido, quando o sargento Sérgio Batista, deixava para trás a sua casa e a família. Em seu veículo seguia para o 1º Batalhão da Polícia Militar na Asa Sul, para mais um plantão. Naquela manhã de domingo (21), o sargento Sérgio perderia a vida fardado ao reagir o roubo de seu veículo e de sua arma, ferramenta de trabalho na defesa de sociedade.
 
O bando premeditadamente levou não só o carro e a arma do policial, levou também, o bem mais precioso, a vida. O cidadão, o pai de família e policial militar Sérgio, morreu fardado, a mesma farda que envergou por 23 anos, na defesa da sociedade. Quando a tropa do 1º BPM entrar em forma um lugar vazio ocupara o pensamento e lembrança dos colegas de caserna.
 
A farda dobrada a revelia e suja com o sangue de um cidadão de bem no meio do asfalto demostrando, que o sargento resistiu e lutou pela vida contra três facínoras, que com outros três, saíram de uma festa, com suas mentes criminosas que se valem da Justiça de retalhos, que lhes garante a impunidade pelos crimes já cometidos, sangraram a alma de uma família e de milhares de policiais.
 
Mas, o crime não compensa, porque de plantão incansáveis policiais militares deram uma resposta, e um exemplo de justiça e profissionalismo, policiais militares dos Gtops, guarnições de área do 14º BPM, do CRPL e agentes da Polícia Civil (31ªDP), com ajuda indispensável da própria população de Planaltina, solucionaram em poucas horas o assassinato do policial. Identificados, cinco acusados do crime contra o pais de família e policial militar Sérgio, foram colocados na cadeia a disposição da justiça para que ela faça sua parte.
 
 
COMEÇO DA OPERAÇÃO POLICIAL
 
 
As buscas pelas ruas de Planaltina começaram no momento que as guarnições do GTOP 34, e demais guarnições do 14º BPM, tomaram conhecimento da triste notícia, um sargento da PMDF tinha sido vítima de latrocínio. Os policiais municiados das identidades de dois suspeitos moradores do Bairro Arapoangas, levantamento feito pelo Águia 34 (Inteligência do 14º BPM) - saiu na manhã de segunda-feira (22), à procura dos supostos autores. Os acusados moram em uma rua acima onde houve a colisão do veículo do sargento Sérgio, com um muro, no Arapoangas – no momento que os bandidos fugiam do local do crime. 
As primeiras apreensões e prisões feitas pela PM 

 
A casa do bando acusado da morte do sargento começou a cair quando as equipes do GTOP 34, encontraram um menor de 17 anos, na casa da namorada, uma adolescente de 16 anos, como se nada tivesse ocorrido. 
 
Enquanto isso outras equipes estavam na captura de Ian Gabriel,20 anos, percebendo que seria preso tentou uma fuga saindo da casa pulando os muros, mas foi preso pelos gtopianos na casa vizinha. O fora da lei, também estava na companhia da namorada a menor (R. S. C.) de 15 anos. Após as prisões os endereços foram revistados com o apoio das equipes do CPRL – Comando de Policiamento Regional Leste, guarnição da RP 1837, e demais equipes do 14º BPM, porém na casa dos acusados não foi encontrado nenhuma arma.  
 
Versões dos acusados checadas 
 
O quarteto ao contar suas versões de como foi o crime contra o policial militar, entrou em contradições, no decorrer dos depoimentos preliminares, foram surgindo outros nomes de possíveis envolvidos no na morte covarde do policial. Todas as informações eram checadas pelas guarnições envolvidas na operação. Nada passava em branco ao crivo policial, endereços e nomes eram analizadas.  
Arma com foragido

 
No condomínio Mestre Darmas II (Invasão ao lado da Chácara Paraíso), enquanto procuravam um dos autores do homicídio de nome Igor, os integrantes da VTR 1837 (sargentos Ganda e Delman) se depararam com um homem foragido da justiça, na casa foi encontrada uma espingarda de fabricação caseira – o homem foi preso e encaminhado à 16ª DP. 
 
Na polícia civil 
 
Com os quatro detidos e informações colhidas - as guarnições se deslocaram à 31ª DP. Em conjunto com agentes da 31ª DP uniram forças e seguiram na busca ao restante do grupo. 
 
Durante depoimento aos agentes da 31ª DP, cada envolvido relatou sua participação na morte do policial e novamente os acusados entraram em contradição. Após perceber que os policiais não estavam acreditando nas versões apresentadas, um dos detidos resolveu contar a verdade e o nome de quem estava naquela manhã fatídica de domingo.  
 
Depoimento de um dos detidos relata a ação criminosa 
 
Um dos menores detidos estaria sendo pressionado por outros integrantes do bando, para que assumisse o latrocínio contra o militar sendo retirado junto com outro adolescente da lista de suspeitos. O homem contou que eram em seis, teriam saído de uma festa no Buritis III, em um Verona prata e resolveram roubar um carro.  
 
Na procura pela vítima o bando se deparou com o sargento Sérgio que saia de sua casa em seu veículo, foi quando três deles desceram e renderam o policial, que reagiu e foi baleado. Segundo depoimento do do homem que resolveu falar, Ian Gabriel (20 anos), Marcelo (25 anos) e Matheus (18 anos) foram os que desceram do Verona e abordaram o policial levando a vida, o carro e a arma do militar. 
 




 O veículo do militar foi encontrado em uma rua do Bairro Arapoangas depois dos acusados colidirem contra um muro.



O menor (R. S. C.), Igor, 20 anos, e Marlon,21, que era o motorista do Verona Prata ficaram no carro durante o crime. Os três Ian Gabriel, Marcelo e Matheus fugiram no carro do sargento e os outros três no Verona. Um menor que estava no Verona usou o celular do PM e ligou para o 190, e pediu socorro para o militar. Os três que fugiram no carro do policial, colidiram o veículo em um muro no Bairro Arapoangas e se evadiram do local da colisão à pé. 
 
Polícia Civil faz prisões 
 
Com as informações do nome e endereço dos envolvidos os policiais civis da 31ª DP capturam Igor Muniz Nogueira,20, o qual deu mais detalhes do crime. Em seguida os policiais grampearam Marcelo da Cruz Cesário, 25 anos, com ele foi apreendida uma Pistola calibre 380 cromada, a mesma arma foi utilizada pra efetuar os disparos no policial. Por volta de 23h os irmãos de Marlon Alves da Silva,25, compareceram à 31ª DP com o veículo utilizado no Crime.
 
Foragidos e arma 
 
A Polícia ainda não recuperou a arma do Policial (PT.40). Outros dois envolvidos no latrocínio contra o militar, Matheus e Marlon estão sendo procurados. A menor envolvida foi encaminhada à DCA - onde responderá por sua participação nesse no crime. 
 
Os presos 
 
Ian Gabriel, 20 anos.
Marcelo da Cruz Cesário 25 anos.
Igor Muniz Nogueira, 20 anos.
Uma adolescente. 
 
A Ocorrência ficou a cargo da Equipe de GTOP 34 Bravo: Sargento Sérgio Luís, Cabos Paulo Martins e Jair Xavier. 

 
Participaram da Ocorrência:  

 
GTOP Comando: Tenente Landim, sargento Teixeira, Cabos G. Gilberto e Uberlan.
GTOP Alfa: Subtenente Wolney, Cabos Násser e Sardinha.
ÁGUIA 34.
VTR 1837: Sargentos Ganda e Delman.
ÁGUIA 21, E PREFIXOS DO CPRL E 14º BPM.
Agentes da 31ª DP - SIC/Vio
 
 

 



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