PESQUISADORES DA UNB REALIZAM CENSO COM MORADORES DE RUA E GOVERNADOR ASSINA DECRETO QUE INSTITUI COMITÊ PARA ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS SOCIAIS PARA MORADORES DE RUA NO DF.
Brasília é a primeira capital do país a assinou um Decreto que institui o Comitê Intersetorial para elaboração de política para inclusão social da população em situação de rua. O decreto foi assinado pelo Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, sábado (4/6), no estacionamento da Cúria Metropolitana de Brasília, e tem como base levantamentos feito pelo movimento, Renovando a Cidadania, que realizou no Distrito Federal o primeiro Censo com moradores de rua.
O Censo foi feito por pesquisadores da UNB – Universidade de Brasília, e ouviu 2.512 pessoas em situação de rua em todo Distrito Federal. Direitos como, educação, saúde, segurança e trabalho foram foco dos pesquisadores.
O projeto Renovando a Cidadania foi financiado pela FAP – Fundo de Apoio a Pesquisa, com apoio da SEDESTE – Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social e Transparência de Renda. Os pesquisadores realizaram debates com a participação de moradores de rua das cidades satélites, conheceram as necessidades básicas de pessoas que moram nas ruas. Os dados coletados ajudaram o governo na implantação de Políticas Sociais para a População em Situação de Rua do Distrito Federal.

O projeto Renovando a Cidadania foi dividido em três fases. Primeira fase - Uma pesquisa de campo com os moradores de rua onde foi formulado perguntas e respostas de interesse dos entrevistados. Camila Potyara, integrante do projeto disse que, o censo ouviu cerca de 2 .512 pessoas moradores de Rua no DF. O objetivo, traçar a problemática e necessidades dos moradores de Rua do Distrito Federal, para isso foi preciso ir às ruas e conhecer de perto como vivem e quais as necessidades de quem tem as ruas como moradia. Os pesquisadores da UNB alertam para que o projeto não se limite apenas a assinatura de um decreto, mas que saia do papel dando cidadania aos moradores de rua.
A segunda fase - Elaboração de um Censo que mapeou o perfil destes brasileiros, fazendo uma completa radiografia de seus problemas. A pesquisa revelou alguns motivos que o levam à pessoa a abandonar o lar e morar na rua. Entre as causas estão à dependência por drogas como o crack, a perda de família, o alcoolismo e o desemprego.
Na terceira fase do projeto os pesquisadores estabeleceram ciclos de debates em diversas cidades do Distrito Federal. Os debates tinham a participação de moradores de rua, que poderão expor suas necessidades diante dos organizadores do projeto e de outros segmentos da sociedade, na implantação de Políticas Sociais para a População em situação de Rua no DF.
Os debates foram realizados em diversas cidades do Distrito Federal. Os assuntos em pauta eram Saúde, Educação, Habitação, Previdência Social, cultura, esporte e lazer, trabalho e renda em benefício dos moradores de rua.
Cidades como Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Santa Maria, Guará, Núcleo Bandeirante, Lagos Norte e Sul tiveram ciclos de debates. Em Sobradinho o grupo se reuniu na quarta-feira (1/6) com moradores de Rua de Planaltina na sede do Conselho Tutelar localizado na quadra 6, área especial reunido cerca de 50 pessoas entre organizadores, moradores de rua e entidades ligadas ao movimento de rua para discutirem Política Nacional da População em situação de Rua do DF.
Responsáveis pelo projeto Renovando a Cidadania e pesquisadores da UNB entregaram ao Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o resultado de toda pesquisa e Censo feito com moradores de Rua no Distrito Federal. O Governo tem em mãos prioridades para melhorar a vida destas pessoas, após assinatura do Decreto que institui o Comitê Intersetorial para Elaboração de Política para inclusão social da população em situação de rua. Os idealizadores do projeto esperam agora, que o governo, trabalhe com os dados da pesquisa para uma melhor política social e mais cidadania as pessoas moradoras de rua.

Toda pessoa que mora na rua tem direito á vida com saúde, trabalho, educação, segurança, moradia, assistência social e lazer.
Em 1948, esses direitos foram reconhecidos por vários países, na Declaração Universal de Direitos Humanos. Essa Declaração afirma que:
Todas as pessoas nascem livres e iguais, ou seja, “ninguém é melhor que ninguém”, Todos nós formamos uma única família, a comunidade humana: negro ou branco, homem ou mulher, rico ou pobre, nascido em qualquer lugar do mundo e membro de qualquer religião. Assim, todos nós temos direitos à liberdade e à segurança pessoal.