Ferreira
Santos
Ayrton
Sena da Silva piloto de fórmula 1, corria com os brasileiros na cabine do
carro, um herói nacional. Já não está entre nós, sua imagem permanece acessa e
guardada para sempre no coração de todos que o conheceram. Anderson Silva, lutador idolatrado pelos
brasileiros e respeitado pelos adversários. Em comum o sobrenome, Silva, e só. Mas
o que se pergunta, é o que aconteceu na madrugada de domingo (7), milhares de
telespectadores esperavam por mais uma exibição do atual herói nacional e do UFC. Sinonimo de tantas alegrias dos
brasileiros, o sobre nome Silva é orgulho. Tomara que a soberba de Anderson
tenha ido junta com sua queda no ring. Um Anderson, que subestimou os brasileiros,
esquecendo da humildade e do que ele representa para os que o tinham como ídolo.
Depois que Ayrton Sena da Silva nos deixou órfãos de ídolo, buscamos
diariamente por alguém que represente com orgulho o nosso povão, que erga a
nossa bandeira no alto do pódio e tenha orgulho de ser brasileiro. Mas está em
falta, vivemos batendo com a cara na lona seja nos rings, na formula 1 atual, na política, ou nos campos de futebol. O povo tem que saber que são seus verdadeiros heróis.
A corrupção mexeu com os brasileiros, mas o país ainda não acordou totalmente para os
problemas. Nos últimos dias o povo foi as ruas, protestou contra as desigualdades
sociais, contra o péssimo atendimento nos serviços publico essenciais como saúde,
educação, transporte, segurança e o desvio do dinheiro público. Os brasileiros estão cansados de conviverem diariamente com
a desigualdade e o sustento de politico ladrão. Quando Anderson subia no ring ao
menos ali, os brasileiros acreditavam, que o gringo não levaria vantagem ao menos naqueles minutos. Milhões de brasileiros que acompanhavam a luta sabiam ou acreditavam estarem bem representados, ali tinha um Silva. A soberba venceu o campeão assim como a
corrupção vence o Brasil, a diferença é que o povo não vai se aposentar.
Um
ser humano prepotente, arrogante, soberbo se sentindo senhor de todos os
lutadores. Subestimando ao máximo a capacidade do adversário. Anderson perdeu mais que uma simples
luta, pendeu muito mais.
O telespectador foi locauteado pelo herói. O americano
sim, defendeu seu país com competência, seriedade e orgulho. Anderson Silva não
perdeu a lutar por que não lutou, não defendeu a bandeira por que não tinha uma,
não encheu de orgulho o peito dos milhares de brasileiros que acreditavam nele
por que não sente orgulho de ser brasileiro. Agora entendo quando o narrador
dizia repetidas vezes, Ayrton, Ayrton, Ayrton Sena do Brasil! Ele sim, era o brasileiro que nos dava
orgulho, força para começar a semana acreditado que os heróis existem. Mas descobrimos
também que existem os anti-heróis.