Terça-feira, 12 de julho de 2011
Visão do Correio
Descaso dissemina uso de crack
Foto: Ferreira Santos
Ninguém duvida de que o crack constitui uma das maiores tragédias urbanas do Brasil moderno. Barato, o subproduto da cocaína democratizou o uso de drogas, antes restrito às classes mais privilegiadas. Adultos, jovens e crianças o consomem à luz do dia. Cracolândias espalham-se país afora. Andrajos humanos que lá vivem se tornaram personagens frequentes de reportagens de rádios, jornais e tevês.
Levantamento da Organização das Nações Unidas chegou a 900 mil dependentes químicos de crack e cocaína espalhados pelo território nacional. Nada menos de 98% dos municípios convivem com os psicotrópicos. A disseminação por quase todo o país autoriza especialistas a classificar o vício de epidemia. Mesmo diante de números tão assustadores, porém, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas não apresentou, sequer, estudo técnico para definir as ações governamentais a serem seguidas.
A falta de iniciativa talvez explique, mas não justifica, o fato de recursos destinados a enfrentar o mal se manterem quase intactos. Dos quase R$ 500 milhões postos à disposição da pasta, só tímidos 20% foram aplicados. O Plano Nacional de Combate ao Crack e Outras Drogas, lançado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com pompa e circunstância, não avançou muito além dos discursos e das promessas. Previsto para contemplar urbes com população acima de 20 mil habitantes, contempla somente 1.633 municípios — 29,5% dos mais de 5 mil existentes.
O descaso expõe face cada vez mais sombria da realidade nacional. Faltam ao país informações básicas para traçar políticas públicas eficazes. A última pesquisa oficial sobre uso de drogas data de 2005. Em março deste ano seriam divulgados novos dados. Não foram. Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) feito em dezembro de 2011 traz à luz cifras reveladoras do atraso no enfrentamento do problema: apenas 14,7% dos municípios brasileiros têm centros de atendimento psicossocial (Caps) e 8,4% dispõem de programas locais de combate ao crack.
Durante a campanha eleitoral, a então candidata Dilma Rousseff reuniu-se com mães de dependentes químicos. Prometeu medidas capazes de atacar a tragédia nas duas pontas. A primeira, de tratamento dos viciados. Inclui não só socorro médico mas também assistência social e psicológica. A segunda, de prevenção. Impõem-se afastar os jovens do contato com psicotrópicos, o que pressupõe combate implacável ao tráfico. Sem providências imediatas, a tendência é o aumento da população viciada.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
PRESO POR ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO
TOR PRENDE HOMEM POR ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO NO GAMA Fonte: PMDF/CCS @rondadacidade Policiais militares do Tático Ope...
-
PMDF FAZ APREENSÃO DE 10KG DE MACONHA NA ESTRUTURAL Ronda da Cidade Fonte: PMDF. Policiais da Rotam da PMDF, prenderam um casal com 10 Kg ...
-
DESAPARECIDA DESDE TERÇA-FEIRA (18/01) EM SAMAMBAIA APOS SAIR DA CASA DE UM AMIGO. ATÉ O MOMENTO A FAMILIA NÃO TEM CONTATO COM A MESMA. QUAL...
-
*PMDF – CCS* PMDF RETIRA JARARACA DE RESIDÊNCIA E GARANTE SEGURANÇA DE MORADORES EM SOBRADINHO Fonte: PMDF/CCS @rondadacidadegogodasdez Po...
-
Policial militar de folga age com coragem e prende autor de feminicídio em flagrante em Samambaia Na tarde desta terça-feira (29), por volta...
Nenhum comentário:
Postar um comentário